Um dia lindo, de muito sol e familiares com os olhos brilhando. Foi assim o batizado do Edu.
Tive a oportunidade de fotografar ele quando estava na barriga e seus pais, Rodrigo e Milena, esperavam ansiosos pela sua chegada. Agora pude conhecê-lo e fotografa-lo mais uma vez, e ter a certeza do quão amado e bem-vindo é.
Ricardo, Graziela e curiosa Rafaela, uma família super sorridente, animada e divertida que espera ansiosamente pela chegada do Pedro Henrique para se juntar a eles.
O olhar do fotografo Dirceu Cavalheiro durante a palestra de Alexandre Urch na 6ª Semana de Fotografia de São Caetano do Sul
Sempre que tenho a oportunidade de ver algum fotografo que admiro falando sobre o sua produção artística fico mais certo sobre uma coisa: para produzir um trabalho realmente interessante é preciso ter muito amor pelo que se faz, e isso, com certeza, não se aplica somente a fotografia.
Nas duas últimas semanas tive uma dessas oportunidades durante a 6ª Semana de Fotografia de São Caetano do Sul, entre as várias palestras realizadas durante o evento três em especial me chamaram a atenção. Eder Chiodetto, Araquém Alcântara e Alexandre Urch, profissionais que admiro muito, trataram cada um dentro de sua especialidade dessa necessidade de amor, dedicação, sensibilidade e quase obsessão para realizar um trabalho fotográfico que se destaque.
O simples fato poder vê-los s falando sobre suas experiências, erros e acertos, escolhas, frustrações, pensamentos e conceitos que acabam usando quando estão fotografando ou pensando em fotografia faz qualquer um que ame ter a câmera nas mãos recarregar a alma de inspiração e querer sair por ai fotografando tudo, buscando uma cena, uma luz, uma ideia para colocar em prática tudo de novo que agora está na mente.
Um pouco sobre esses três profissionais e a impressão que tive deles.
Eder Chiodetto é um pensador da fotografia, hoje trabalha com curadoria ajudando grandes fotógrafos no desenvolvimento dos seus projetos. Com a atenção voltada para a edição de um trabalho fotográfico ele tem disponível para download em seu site um livro que trata exatamente sobre curadoria em fotografia, fica o link e a dica para quem se interessar. www.ederchiodetto.com.br/download-do-livro/
Araquém Alcântara, o maior fotografo de natureza do Brasil, é também o que tem as histórias mais legais e assustadoras que já pude ouvir. O melhor de poder conhecer o Araquém é entender que não é por mágica, sorte ou divina inspiração que ele consegue suas fotos, e sim muito, muito, trabalho.
Araquém Alcântara
Alexandre Urch é um fotografo de rua cuja criatividade e produção está diretamente ligada ao ato de flanar, link para post sobre flanar aqui do blog. Sua fotografia surge de uma abertura para vida e para o mundo, uma busca constante por um registro do que vê e sente.
Alexandre Urch
O que fica claro para mim depois de conhecer um pouco mais da visão que o Eder, o Araquém e o Alexandre têm da fotografia é que o olhar fotográfico faz um trabalho se destacar, não o olhar em si, e sim o seu olhar.A maneira como você vê e se relaciona com o mundo ao seu redor, o que você sente, pensa e acredita.
Falar sobre o olhar e sobre desenvolver ele é muito mais fácil do que realmente desenvolvê-lo. Assim como a fotografia o olhar é um ato de aprendizado continuo que depende de estudo, repertório, erros (que podem se tornar acertos), confiança, abertura para novas ideias (por mais malucas que sejam), dedicação, e porque não dizer a disponibilidade para participar de eventos como a 6ª Semana de Fotografia e alimentar a cabeça e o coração com novas ideias.
Eu falo com tanto carinho da Semana de Fotografia de São Caetano do Sul porque ela surgiu no exato momento em que decidi começar a levar a fotografia a sério, e é responsável por parte do conhecimento, curiosidade e ideias malucas que desenvolvi nos últimos anos e quero continuar a desenvolver por muito tempo. É um evento aberto ao público e organizado por pessoas que acima de tudo amam e tem a fotografia como meio de se expressar.
A sensação que fica depois de rever todas as notas que fiz durante essas duas semanas de palestras é que nada do que foi dito traz a certeza sobre o sucesso no mundo da fotografia, até porque nada é certo nessa vida, mas com certeza a dedicação de corpo e alma irá produzir um trabalho verdadeiramente seu.
A melhor parte de poder fotografar um casal que você conhece a muitos anos é participar de um momento que você sabe o quão especial é para eles, com o Rodrigo e a Milena foi bem assim. Um dia de sol, sorrisos espontâneos, muitas risadas, boas conversas, e com direito ao Edu querendo participar varias vezes.
Para terminar a foto mais importante de todas, porque essa não foi feita por mim e sim pelo próprio Rodrigo. Ele que vem se dedicando e estudando fotografia foi pego de surpresa quando dei minha câmera para ele, e fez a melhor foto do dia porque essa tem todo o sentimento dele.
Enquanto ela não chega eu tive a chance de registrar a espera ansiosa do Daniel e da Patricia, e ter a certeza que muitos sorrisos abertos de dois pais corujas esperam por ela.
Nessa semana, dias 24, 25 e 26 de março, foi realizado no Centro de Convenções Rebouças aqui em São Paulo o Photoshop Conference 2014, o maior evento de Photoshop da America Latina. Direcionado para os mais diversos públicos que utilizam o Photoshop como uma de suas principais ferramentas de trabalho, fotógrafos, designers, webdesigners, pessoal especializado em pós-produção seja em tratamento ou fusão de imagens, ilustradores, todos juntos para 3 dias de muita informação, conhecimento e networking.
Depois de duas noites sem conseguir pregar os olhos em uma empolgada tentativa de organizar o conhecimento e as ideias que fervilhavam e ainda fervilham na minha cabeça posso dizer que particularmente para mim ele foi fantástico. Digo isso porque para um evento que tem Photoshop até no nome o que menos se discutiu foi sobre o Photoshop.
Produtividade e agregar valor a imagem, dois pontos que se destacaram durante os 3 dias e foram apresentados de maneiras diferentes pelos vários profissionais que passaram por lá. Produzir mais, com melhor qualidade e em menos tempo, essencial para quem trabalha com fotografia assim como eu, uma vez que é constante a busca por entregar um trabalho de maior qualidade para o cliente e fazer isso com um gasto menor de tempo e energia só agrega valor ao seu negocio e a qualidade do seu serviço.
Mas em que consistem esses valores que melhoram a qualidade trabalho final?
Simples. Bem mais simples do que se imagina. Envolve o conhecimento de todas as ferramentas a disposição, Fotografia e Photoshop por exemplo, e a organização prévia do workflow do trabalho antes de sair colocando a mão na massa. Como vão ser feitas as fotos? Qual a melhor maneira de integrar a fotografia a pós-produção? Qual tipo de tratamento vai ser feito nessas fotos?
O Photoshop tem junto a ele duas ferramentas muito poderosas que auxiliam a vida de qualquer um que trabalha com imagens, primeiramente o Adobe Bridge que cataloga e organiza todos os arquivos do computador tornando muito mais fácil, por exemplo, a visualização, controle e edição de um ensaio fotográfico com 800 imagens.
A segunda ferramenta é o Adobe Camera Raw (ACR) que basicamente só era usado para o tratamento das imagens em formato RAW produzidos pelas câmeras profissionais e semi-profissionais, mas que na versão mais nova do Photoshop (Photoshop CC) surge também como um filtro dentro do programa tornando mais simples sua utilização no tratamento de qualquer tipo de imagem.
Mas em que raios isso muda o tratamento de uma imagem?
O ACR tem uma aplicação mais orgânica, intuitiva e rápida, em um primeiro momento muito mais simples e direto que o Photoshop, oferecendo ao usuário um resultado fantástico de tratamento deixando o Photoshop voltado para casos bem específicos. A soma das duas ferramentas gera uma infinidade de opções de tratamento e edição de imagem.
Vamos a alguns exemplos.
Nessa primeira série de imagens eu selecionei uma fotografia que fiz há algum tempo, à esquerda, ela foi descartada porque com no tratamento com o Photoshop eu perdi muita informação no céu e nas árvores tornando a imagem muito contrastada. Uma das opções seria fazer uma máscara para o céu e para as árvores e trata-los separadamente, depois equalizar toda a luz e contraste da imagem, demandando muito trabalho e tempo. Nas imagens do meio e da direita todo o tratamento foi feito em alguns minutos no ACR sem nem passar perto Photoshop e com um resultado fantástico de retorno de informação para o céu e para as árvores
À esquerda a imagem com um tratamento básico no Photoshop, no meio e a direita tratadas somente no ACR.
Muito mais do que oferecer um simples tratamento o ACR se prova uma ferramenta completa com ótimos resultados de nitidez, controle de contraste, cross processing, redução de ruído, e rápida visualização de uma edição que pode ser finalizada posteriormente no Photoshop.
Imagem original / Imagem tratada somente no ACR
E em meio a tantas conversas sobre produtividade, técnicas e negócios, surge quase no fim do evento a palestra que eu mais estava esperando, o fotografo Leandro Neves apresentando a influência da arte em suas fotografias, fotografias essas daquelas de tirar o fôlego eu diria.
Uma voz para não nos deixar esquecer que nosso trabalho também é arte, e requer um tanto de sensibilidade.
Todos temos certa consciência de tudo que envolve o mundo, imensidão, desigualdade social, produção desenfreada, poluição, grande concentração da população, agressividade, características que se refletem cada vez mais no próprio homem ou o mundo que se torna um reflexo da humanidade com essas características.
O filmeO Menino e o Mundo, de Alê Abreu, trata de tudo isso e muito mais que tudo isso. Uma animação brasileira de produção impecável que partindo de desenhos feitos a mão cria um universo fantástico, rico, emocionante e impossível de esquecer. A simples e grandiosa história do mundo visto aos olhos de uma criança quesai de sua casa em busca do pai.
A relação entre o O Menino e o Mundo se mostra uma grande aventura, cheia de significados, mensagens, metáforas, detalhes, cores, música, e mesmo em meio a tudo isso consegue manter-se simples e inocente como uma criança. Fica evidente o cuidado e a dedicação de todas as pessoas envolvidas, todos os elementos que compõem a narrativa foram muito bem pensados e desenvolvidos fazendo com que nada que aparece na tela esteja lá por acaso.
A técnica aplicada na animação chama muito a atenção, um desenho simples que remete muitas vezes a uma criança desenhando em uma folha em branco, provavelmente a maneira mais sincera de retratar esse universo lúdico a que somos apresentados. Riscos, rabiscos, tintas, texturas, recortes, colagens, o cheiro do papel e a lembrança de o quanto já brincamos isso tudo.
Vídeo da produção da animação mostrando um pouco do processo criativo dos desenhos.
Somado a todas as sensações que animação traz temos a música e os efeitos sonoros, que nesse caso são parte integrante da construção da narrativa. Uma melodia marcante que se apresenta de varias maneiras diferentes durante todo o filme, seja tocada em uma flauta ou cantada por uma multidão de pessoas, acompanha a trajetória desse menino que se torna cada vez mais um amigo. O mesmo cuidado aplicado ao processo do desenho também pode ser visto no som, os efeitos sonoros produzidos pelo grupo de percussão corporal Barbatuques dão ao som uma delicadeza única.
Vídeo sobre a produção dos efeitos sonoros.
Um mundo de lembranças, encontros e perdas, esperança e desilusão, começo, fim e recomeço, tudo desenvolvido sem nenhum dialogo que possamos entender, somente algumas palavras sem sentido sussurradas ao pé do ouvido. E como diz a trilha sonora do filme, não é que esse mundo é grande mesmo.
Paisagem Submersa, João Castilho, Pedro David e Pedro Motta
Dando continuidade ao post sobre a fotografia documental hoje vamos tentar entender um pouco sobre o documentário imaginário e ver um dos trabalhos mais inspiradores e criativos ligados a esse gênero.
Mas onde o documentário imaginário está inserido no contexto da fotografia documental?
Dividindo o termo nas duas palavras que o compõem primeiramente temos documentário, série de imagens desenvolvidas dentro de um mesmo contexto e com uma pesquisa prévia realizada sobre o assunto fotografado, e temos imaginário, lugar de sonhos, desejos, memórias, inspirações, somado a isso um lugar de experimentação, criatividade e onde o concreto e o não concreto andam juntos.
Toda fotografia já é uma interpretação do mundo feita pelo imaginário de cada fotografo através de suas escolhas técnicas, o que depois se torna uma interpretação do mundo aos olhos do receptor das imagens, interpretação essa relativa às suas experiências de vida, seu conhecimento, seus gostos, enfim variável de pessoas para pessoa.
A fotografia documental contemporânea, incluindo o documentário imaginário, se distancia da fotografia documental clássica e da sua herança mais direta do fotojornalismo, mas mantém em sua raiz o principio mais básico, narrar uma história com fotografias.
Dentro desse contexto existem vários trabalhos, mas gostaria de destacar aqui o projeto Paisagem Submersa (produzido entre 2002 e 2007), dos artistas João Castilho, Pedro David e Pedro Motta, uma vez que as imagens apresentadas por eles me fizeram reparar pela primeira vez as cores do mundo e sua importância para uma narrativa. Basicamente sempre fui, e ainda sou, um apaixonado pelo mundo em preto e branco, o urbano, a arquitetura, o cinza do concreto, e todas as histórias que se desenvolvem nesse contexto tendo como referência artistas como Cristiano Mascaro, Robert Doisneau e Cartier-Bresson, que tiveram quase todas as suas fotografias realizadas nessa gama de preto, branco e cinzas. Em Paisagem Submersa é impossível não reparar nas cores, mesmo ele não sendo em sua totalidade colorido, e mais do que isso entender que por vezes o branco e preto não é bastante ou ideal.
Paisagem Submersa, João Castilho, Pedro David e Pedro Motta
João Castilho, Pedro David e Pedro Motta registraram um momento de passagem que ocorreu no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais, onde parte da região teve que ser inundada para a construção da Usina Hidrelétrica de Igarapé. Digo que eles registram um momento de passagem pois acompanharam o cotidiano de algumas famílias atingidas, a demolição de suas casas e a mudança para o novo local onde iriam viver, local esse melhor que o anterior mas que deixa explicito os vários sentimentos que envolviam essa mudança.
Uma narrativa silenciosa, mostrando memórias sendo deixadas para trás, e um exemplo do quão longe pode ir o documentário imaginário.
Estou mais uma vez aqui colocar em prática a minha paixão pelo design de capas, sejam em livros ou discos, afinal quem nunca comprou um livro pela capa? Hoje vamos voltar 40 anos no tempo e falar um pouco sobre uma das capas mais mais icônicas da história da música brasileira.
De 1973, Secos e Molhados.
Mas afinal, o que define algo ou alguém que se torna um ícone?
Ser diferente, chocar a sociedade, representar os desejos e sonhos de uma geração ou simplesmente estar no lugar certo e na hora certa. Provavelmente uma mistura de isso tudo e outros tantos fatores que não sabemos explicar, querendo ou não vivemos hoje em uma realidade de histórias e heróis que em uma semana se tornam noticia velha.
Surgindo em meio a ditadura militar Secos e Molhados tem como referencia clara o movimento predecessor do Tropicalismo, e em seu disco de estréia também intitulado Secos e Molhados trata de assuntos como a liberdade de expressão, o racismo e a violência, uma das muitas manifestações artísticas que surgiram no período clamando por uma “voz ativa”.
O nome curioso se baseia em um comercio tipico do século XIX, um armazém que vendia um pouco de tudo desde secos: grãos, verduras, pão, passando pelos molhados: azeite e vinho. Uma mistura que refletia exatamente tudo que a banda estava propondo com suas músicas, originadas em parte de poemas de Vinicius de Moraes, Cassiano Ricardo e Manuel Bandeira e seus shows.
O disco foi um sucesso, tendo a previsão de vendas da gravadora de 1.500 cópias em 1 ano sendo superada em apenas 1 semana, somando no total mais de 1 milhão de cópias vendidas em todo o País.
A autoria da imagem da capa é do fotografo Antônio Carlos Rodrigues, que na época trabalhava no jornal carioca Última Hora, uma imagem simples e impactante onde ele produziu uma mesa de jantar com vários produtos entre Secos e Molhados, incluindo a própria banda.
E para terminar com um gostinho de 1973, o último parágrafo da primeira faixa do disco.
Rompi tratados,
traí os ritos.
Quebrei a lança,
lancei no espaço:
um grito, um desabafo.
E o que me importa
é não estar vencido.
Uso essa simples frase do Mario Quintana, escritor e companhia nas tentativas de desvendar o mundo, para exprimir o que tem passado pela minha cabeça depois de assistir o filme Gravidade. Concordo que a frase seja meio simples, o filme de uma maneira geral também é, e sim também concordo que a frase representa muito mais do que a junção de palavras quaisquer, o filme também.
Dirigido por Alfonso Cuarón, diretor do também bom filme Filhos da Esperança (2006), Gravidade é espetacular quando pensamos em uma obra audiovisual. Espetacular não porque seja perfeito, mas porque é evidente o cuidado em todos os aspectos, seja na fotografia, efeitos visuais, efeitos sonoros, roteiro, narrativa, tudo trabalhando junto para proporcionar a todos os expectadores uma sensação de imersão completa dentro daquela história.
A direção de fotografia ficou sob a responsabilidade de Emmanuel Lubezki, parte integrante das fantásticas imagens que podem ser vistas no filme A Árvore da Vida (2011). Em Gravidade toda a parte visual, fotografia e podemos estender para os efeitos visuais e para o 3D, são de tirar o fôlego, o que posso dizer é assistindo ao filme no cinema eu acabei deixando a poltrona em que estava sentado, sai flutuando pela sala, e continuei subindo até ver a cidade toda de cima, a cidade se tornou pequena e sumiu aos meus olhos, quando dei por mim realmente estava no espaço.
Muito sobre a visão do diretor e a maneira como ele trabalha com a câmera já pode ser visto nesta cena de Filhos da Esperança, onde em um take único a câmera age de maneira orgânica circulando por todos os personagens e acontecimentos até por fim sair pelo vidro e ver o carro se distanciar. Quem não assistiu a Filhos da Esperança eu indico não assistir ao vídeo e assistir sim ao filme.
Em Gravidade vemos que o diretor evoluiu, fazendo a câmera se tornar praticamente um personagem, que também sofre a ação de tudo que se passa em cena, inclusive a falta de gravidade, movendo-se com tanta leveza e liberdade que realmente parece um ser vivo. Somado a isso temos os efeitos visuais que usados de maneira inteligente e eficiente se tornam não um mundo criado digitalmente, mas um acréscimo preciso ao que foi filmado.
Na sala de cinema se torna inimaginável pensar como filme foi feito, na realidade a única opção que parece plausível é de que realmente foi filmado no espaço.
Mas afinal sobre o que é o filme Gravidade?
Voltando a frase do começo do post “São os passos que fazem os caminhos”, Gravidade é um filme que trata de emoções, de sentimento, de superação e renascimento. Elementos presentes na vida de qualquer um, momento onde é preciso encontrar força para superar, força essa que não está nas palavras, que podem ser levadas pelo vento, mas nos passos que decidimos dar para construir nosso caminho.